Uma tragédia tirou a vida de uma família na madrugada desta quarta-feira (16), no conjunto Jardim Petrópolis II, Quadra E4, no Tabuleiro do Martins. Jairo Lacerda Guerra ateou fogo na própria residência, o que provocou a morte dele, da esposa e do filho.
A reportagem da Rádio Gazetaweb esteve na Central de Polícia, no Prado, onde colheu informações com agentes do 16º Distrito Policial (16º DP) – sediado em Coqueiro Seco, mas estavam de plantão na Deplan 1. De acordo com informações repassadas pela polícia, Jairo se dopou e dopou a família inteira, vindo a falecer a esposa, Maria Severina da Silva, e o filho, Artur Gabriel Lacerda da Silva, de apenas 8 anos. Ele também não resistiu e morreu no local.
Os agentes informaram, entretanto, que os motivos do crime ainda são desconhecidos, mas sabe-se que a família teria sido medicada com uma forte dose de remédios após discussão envolvendo o casal. “O marido ainda voltou para a cama e morreu abraçado com a mulher em meio ao fogo. Agora, realmente, ninguém sabe o porquê da revolta”, disse um policial que preferiu não se identificar. O corpo da criança estava próximo à porta da frente da casa, levando a crer que a vítima tentava escapar das chamas.
porém, conseguiram controlar as chamas. Por sua vez, os corpos foram periciados por uma equipe do Instituto de Criminalística (IC) e recolhidos por funcionários do Instituto Médico Legal (IML).
As primeiras informações foram colhidas por agentes do 16º DP e o caso, investigado pelo 4º Distrito, que abrange a área.
‘Nunca vi uma coisa dessa’
Em entrevista concedida à reportagem, um vizinho alegou ter ouvido uma briga e se juntou com outros moradores, para quebrar a porta e tentar socorrer a família; mas tudo em vão. “Ouvimos o choro do menino, mas não deu para entrar porque o incêndio tomou conta de tudo e a destruição foi total. Às vezes, ouvíamos muito barulho, mas nada de agressões físicas. Realmente, nunca vi uma coisa dessa”, disse o morador, cujas informações foram acrescentadas por outra moradora. “Ele [marido] cometeu o crime e trancou a mulher dentro do quarto”.
Segundo Everaldo Teodósio da Silva, pai de criação da Maria Severina da Silva, a filha foi a causadora do incêndio que vitimou ela, o marido e o filho. “Acho que foi a Severina que incendiou a casa porque ela estava desesperada com o processo de separação e disse a uma amiga que podia fazer qualquer coisa para evitar isso. A amiga se ofereceu para ajudar, mas ela não quis”, especulou.
Os vizinhos, no entanto, são unânimes ao afirmar que Maria Severina não seria capaz de cometer o crime. “Ela jamais incendiaria a casa com o filho dentro. Ela vivia para aquele filho”, garantiu uma das vizinhas.
Ela disse ainda que o casal brigava constantemente, mas não tem conhecimento de agressões físicas. Maria Severina era diarista e seu marido trabalhava como vigilante no Hospital Geral do Estado (HGE).
As investigações sobre o incêndio vão ficar por conta do delegado Oldemberg Paranhos, do 4º Distrito Policial (DP).
Gazetaweb





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