Caso Fábio Acioli: advogado critica trabalho da polícia e 'difamação' da vítima


A defesa da família do estudante universitário Fábio Acioli, queimado vivo em agosto de 2009, criticou a investigação policial do caso durante o julgamento dos dois acusados de autoria material do crime, iniciado nesta terça-feira (15), O advogado Fábio Falcão qualificou o trabalho da polícia como “a pior investigação policial” que já viu.
Falcão citou como “deficiência” da investigação a ausência de imagens dos circuitos de segurança de postos de combustíveis e prédios próximos à escola de inglês onde Fábio havia estado na noite em que foi sequestrado.
Além de criticar a investigação, o advogado afirmou que não é importante saber se Fábio Acioli era ou não homossexual, como foi constatado durante as investigações. “Fábio morreu duas vezes: na morte física em si e nos últimos três anos, quando houve o achincalhe moral imprimido à sua figura”, disse Falcão.
A cobertura da imprensa sobre o caso também foi recriminada pelo advogado Fábio Falcão, que chamou os meios de comunicação de “irresponsáveis”, ao mostrar Fábio como “uma pessoa que gostava de farras, envolvendo-se em orgias”.
“Imagine um casal religioso, que perdeu o seu único filho homem e teve que assistir ao achincalhe moral ao qual seu filho foi submetido”, disse o advogado.
Ao fim da sustentação oral do advogado da família da vítima, os familiares foram convidados a se retirar da sala para a exibição de imagens da cena do crime. Visivelmente abalada, a mãe de Fábio Acioli aguardou fora do tribunal do júri.
Imagens das cenas do crime mostram crueldade, diz promotor
As fotografias exibidas pelo promotor José Antonio Malta Marques são fortes e mostram Fábio Acioli recebendo tratamento em um hospital privado de Maceió, após o socorro, com 85% do corpo queimado. As fotos feitas logo que Fábio chegou ao hospital revelam a gravidade das queimaduras no corpo da vítima.
Para o promotor, as imagens mostram que houve crueldade no crime: o carro da vítima não foi somente queimado, mas também depredado. O veículo foi encontrado amassado em um canavial do bairro Benedito Bentes, com grandes pedras sobre seu teto. "É como se tivessem raiva, como se quisessem danificar o carro", disse o promotor.
TNH1
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