Moradores da região da sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) enviam nesta sexta-feira (28) uma representação ao Ministério Público Estadual (MPE) cobrando providências do governo em relação aos danos causados pela explosão na sede do órgão da Polícia Civil no último dia 20.
“Nós, os moradores da região, queremos o ressarcimento do governo e não uma linha de crédito como já foi oferecido e anunciado na imprensa”, diz a moradora da Rua dos Bandeirantes, Fernanda Queiroz, que está recolhendo assinaturas dos proprietários das residências nas proximidades do local do acidente.
Fernanda diz que os moradores estão muito insatisfeitos e inseguros, pois, até hoje, ninguém recebeu qualquer informação oficial do sobre como os danos nas residências serão reparados. “O que queremos do governo é uma indenização porque as casas estão com danos sérios e muitos moradores não têm condições de fazer os reparos”, explica.
O abaixo-assinado que será encaminhado ao MP já tem cerca de cinquenta assinaturas dos residentes da Rua dos Bandeirantes e adjacências. Segundo Fernanda, o documento será entregue ao órgão junto com um ofício pedindo não somente o ressarcimento financeiro, mas uma explicação do Estado sobre o armazenamento de explosivos em uma região residencial.
“Nós estávamos convivendo com esse paiol e não sabíamos. Quem pode nos garantir que não há mais nada lá que seja perigoso?”, questiona a moradora sobre o medo comum dos moradores abalados com a tragédia que vitimou a policial civil Maria Amélia Dantas.
Celso da Silva, testemunha da explosão, conta que toda vizinhança ainda está sentindo os efeitos da tragédia. “Tem muitas pessoas idosas por aqui, que estão tomando remédios para dormir com medo de que algo possa acontecer novamente”, relata.
De acordo com os moradores, duas residências foram condenadas pela Defesa Civil por causa dos sérios danos causados à estrutura. As casas de número 552 e 516 estão vazias, os moradores deixaram os imóveis logo após a visita dos engenheiros que avaliaram o local após a explosão.
Fátima ainda faz um apelo ao município para que possa recolher entulhos que se acumulam pelas vias, como restos de vidros e gesso que os moradores retiraram das residências depois do acidente.
TNH1





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