Base Comunitária inaugurada nesta 6ª pretende acabar com 'toque de recolher'


Se o povo vai às urnas e vota em seu candidato, nada mais justo que cobrar dos gestores responsáveis que mais recursos venham para seu bairro e, claro, sua cidade como um todo.
Foi essa a abordagem feita pela população no conjunto Santa Maria – a antiga ‘Cidade de Lona’ – no bairro da Cidade Universitária, em Maceió, durante a inauguração de mais uma Base Comunitário da Polícia Militar (PM).
“Nem a escola, nem o posto de saúde foram concluídos”, rememora uma moradora à reportagem do portal Tribuna Hoje. O vereador Silvânio Barbosa, que participou da solenidade, destacou que a proximidade da polícia com a comunidade é de fundamental importância para que se construa o elo para a implantação das demais políticas públicas. “A polícia será apenas um instrumento entre comunidade e a Câmara de Maceió, para que o vereador cumpra o seu papel de fiscalizar, indagar, isto é, saindo da teoria para a prática efetivamente”, enfatizou.
Ele disse que após a implantação das bases comunitárias no Benedito Bentes o índice de violência reduziu significadamente, “estamos há 35 dias sem um homicídio no Benedito”, comemorou.
As pessoas que vivem no Conjunto Santa Maria, com efeito, afirmaram que vão se sentir mais seguras, “pois a presença da PM vai inibir os bandidos”.
O objetivo da polícia é justamente este e ainda outro: aproximar a comunidade dos soldados e oficiais militares. De acordo com o comandante da Polícia Militar, coronel Dimas Cavalcante, o histórico da parte alta de Maceió é de violência, e para os que residem no entorno do Sistema Prisional mais ainda. “Este foi um dos motivos para a implantação da base comunitária, sabe-se que muitos meliantes se instalam no interior destas casas e com a polícia mais perto da comunidade isto só tende a acabar”, salientou.
 “Hoje, as crianças de vários bairros onde já foram instaladas outras bases chamam os policiais de ‘tio’”, salienta o governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho, que já inaugurou bases do mesmo modelo no Benedito Bentes, Jacintinho, Osman Loureiro e Vergel do Lago.
Área perigosa
O conjunto Santa Maria, concluído e entregue à população em 2009, tem alto índice de criminalidade e, por isso mesmo, foi escolhido para sediar a base comunitária.
Segundo moradores da região, como o conjunto fica perto do sistema prisional da capital, muitos dos detentos que conseguem fugir se escondem nas casas do conjunto.
“Até mesmo para ligar para o Ciods [Centro Integrado de Operações da Defesa Social], temos que nos esconder dentro do guardarroupa, para que ninguém nos veja nem ouça, já que as paredes são ‘finas’. Há um grupo de bandidos ‘da pesada’ aqui no [conjunto] Santa Maria, que, depois das 18h, ninguém sai de casa”, conta outra moradora, que preferiu o anonimato.
Esse toque de recolher, de acordo com as autoridades, vai acabar.
“A base é a garantia de redução da onda de crimes nessa área, tendo em vista que isso ocorreu em todos os outros pontos onde ela foi colocada, esta base é a primeira de muitas que serão inauguradas ao longo de 2013”, pontua o secretário de Estado de Defesa Social (Seds), coronel Dário Cesar Cavalcante.
O líder comunitário do Eustáquio Gomes, José Vital Leite, parabenizou o Governo do Estado pela iniciativa da implantação da Base Comunitária no local apelando para que o governador Teotônio Vilela Filho não esqueça do bairro.
A previsão é que, ainda este ano, mais oito bases sejam inauguradas: três no município de Arapiraca, uma em Marechal Deodoro e mais quatro na grande Maceió, nos bairros do Canaã, Santa Lúcia, Tabuleiro do Martins e conjunto Carminha.
Estiveram presentes no evento os vereadores Wilson Junior, Fátima Santiago, Silvânio Barbosa e Galba Novaes Neto, bem como o comandante de Policiamento da Capital (CPC), coronel Gilmar Batinga; o diretor adjunto de Defesa Social, Dorgival Ferreira; e o juiz, presidente do Conselho Estadual de Segurança (Conseg), Maurício Brêda. 
Tribuna Hoje
Leia mais notícias em: ×

0 comentários