A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 37 acidentes nas rodovias federais, desde a madrugada desse sábado (22) até a manhã do Natal, em Alagoas.
De acordo com informações do órgão, a ‘Operação Fim de Ano’, que segue até o último dia de dezembro, já contabiliza cinco mortos nas rodovias federais em três acidentes ocorridos, além de 12 acidentes com 20 pessoas feridas e outros 12 apenas com danos materiais.
Segundo o agende Cristiano Sivaldo, maior parte das colisões aconteceu na BR 316, na Via Expressa, em decorrência do intenso fluxo de veículos. “É uma grande via de escoamento de vários bairros”, explicou.
“A maior parte das colisões é traseira e transversal por conta disso. Muitos motoristas param na rua para entrar em alguma rua e, ao tentar cruzar a pista, colidem com a traseira ou a lateral de outros que surgem na outra via”, explica.
Lei Seca
Editada no último dia 21, a nova Lei Seca está mais rigorosa em sua aplicabilidade, tendo em vista mudanças na forma de autuação, conforme explica o policial rodoviário federal Cristiano Sibaldo. Apesar do grande número de acidentes, o agente reforça a eficácia da lei, desde a sua “versão” anterior, reformulada no ano de 2008.
No momento, a lei encontra-se mais rígida, visto que o condutor poderá ir preso em flagrante, independente de ele optar ou não pelo uso do bafômetro [equipamento que mede a quantidade de álcool no sangue]. Além disso, a multa sofreu aumento, passando de R$ 957,70 para R$ 1.915,40, e a outra alteração deve-se à reicidência do motorista.
“Tudo é observado. Se algum agente, testemunha ou imagem de vídeo confirmar a embriaguez do motorista, a Carteira de Habilitação é apreendida, ele é autuado e preso de imediato, diferentemente da lei anterior, quando ele não iria preso. Já se o condutor for reincidente em um ano, a multa dobra”, ressalta Sibaldo.
Apesar das novas regras, a lei está funcionando normalmente, porém, o agente faz uma ressalva acerca do nível de aplicabilidade da punição. De acordo com ele, a lei não deveria ter sido “criminalizada”. “O governo deveria ter aumentado a pena administrativa, e não, criminalizá-la, já que o aumento de tal penalidade resolveria bastante o problema e as equipes trabalhariam com maior flexibilidade, considerando a burocracia em se levar o condutor a prestar depoimento e recolher o veículo”, acrescenta o policial rodoviário.
Prevenção
A PRF ainda frisou à reportagem sobre as medidas de precaução destinadas aos condutores e passageiros. Documentação do veículo, documentação pessoal (compatível com a categoria), condições do carro, trafegabilidade, cuidado em se dirigir à noite e restrição de tráfego são algumas delas.
Gazeta Web





0 comentários