O clima de revolta e comoção marcou o sepultamento da agente Maria Amélia Lins Costa, 43 anos, nesta sexta-feira, no cemitério Parque das Flores, no Tabuleiro do Martins. O ex-marido da vítima, Alexandre Henrique da Rocha Dantas, cobrou empenho para esclarecimento da morte e classificou como 'descaso' do governo a existência de um paiol dentro do ambiente de trabalho dos policiais. Ele denunciou que o governo do Estado não ajudou nas despesas do funeral como havia dito à imprensa. Os recursos para o sepultamento foram doados pelo Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol).
Parentes, amigos e colegas de trabalho da vítima lamentaram a morte e cobraram investigação célere para o caso. Representantes das Polícias Civil e Militar e da Força Nacional, em sinal de protesto, amarraram uma fina preta no braço, simbolizando o luto pela morte da colega.
A agente morreu nessa quinta-feira após explosão de artefatos - apreendidos durante operações - que estavam na sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), no Farol. Quatro policiais ficaram feridos - três deles foram liberados do Hospital Geral do Estado (HGE) e um permanece internado. Ele sofreu fratura na bacia e deverá passar por um procedimento cirúrgico.
Filhos estavam desolados
Os dois filhos de Amélia estavam no funeral e eram amparados por parentes. Mayara e Henrique não conseguem aceitar a tragédia e estão sob efeito de tranquilizantes, segundo informou o pai deles. “Foi um descuido o que aconteceu. Uma irresponsabilidade do governo deixar um paiol em local de trabalho”, reforçou o ex-marido de Amélia. Ele disse ainda que a família vai acompanhar as investigações.
José Edeildo Gomes, vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol), declarou que “o setor de inteligência da Polícia Civil implodiu junto com a Deic”. Ele disse ainda que não se sabe como o setor – um dos mais importantes da área de segurança – vai funcionar daqui para frente já que equipamentos essenciais nas investigações foram destruídos.
Gazetaweb





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