“Até agora não consigo acreditar, mas com o tempo começo a sentir a falta dela”. Esse é depoimento de Alexandre Henrique Dantas, filho da servidora pública e policial civil, Maria Amélia Lins Costa Dantas. Na noite desta quarta-feira (26), familiares, amigos e colegas de trabalho estiveram reunidos na missa de 7° dia, realizada na Igreja Santa Rita, no Farol.
Maria Amélia, que fazia parte da diretoria do Sindpol, morreu durante a explosão no prédio da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), ocorrida na última quinta-feira (20). Dois agentes da Polícia Civil também ficaram feridos com o desabamento da sede.
O ex-esposo da agente da Polícia Civil, Henrique Dantas, afirmou que Amélia não sabia que trabalha em uma sala ao lado, onde estava armazenado os explosivos. “Nós estamos revoltados porque a vida dela foi ceifada. Mas também estamos revoltados porque outras vidas poderiam ter sido ceifadas com aquela explosão”, disse Dantas.
Segundo Dantas, inicialmente a família irá aguardar a conclusão da perícia para tomar algumas medidas cabíveis. “Ela era uma pessoa que vivia cada minuto intensamente e principalmente se dedicava aos filhos”, completou.
Para Dantas houve omissão por parte do governo e dos gestores que sabiam que os explosivos eram armazenados naquele local. “O estado ainda não nos procurou. Vamos acompanhar as investigações e a partir daí a gente vai saber qual a posição do governo”, acrescentou.
A delegada Ana Luiza Nogueira, diretora do Deic, esteve presente na missa, mas evitou comentar o assunto com a imprensa. A delegada afirmou apenas que a Comissão destinada para investigar a explosão irá se pronunciar sobre o fato. “Os trabalhos estão funcionando normalmente. A Comissão é que irá se posicionar sobre o que aconteceu”, pontuou Ana Luiza.
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