Pelo menos duas medidas administrativas, tomadas pelo prefeito Cícero Almeida (PSD), durante o período de transição, foram criticadas numa reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo. A matéria cita a exoneração de 1,1 mil servidores com cargos em comissão ou gratificados pela prefeitura, atitude tomada na semana passada, e a homologação da licitação para a chamada Zona Azul – destinada para gerir 10 mil vagas de estacionamento rotativo a um consórcio privado. O texto fala que o fim da gestão teve a intervenção do Ministério Público Estadual e gerou uma crise na capital.
Diz a reportagem que o prefeito Cícero Almeida não fez o sucessor e publicou a exoneração dos prestadores de serviço a título de fechar as contas e deixar o sucessor “à vontade” para fazer suas nomeações em janeiro de 2013. Dezenove dias após a eleição de Rui Palmeira (PSDB), a prefeitura também homologou licitação do estacionamento rotativo. A concessão duraria dez anos, mas o processo foi suspenso após o Ministério Público agir.
“Como, às vésperas do fim de mandato, toma-se uma medida dessas, de lotear a cidade para empresas explorarem até 2023?”, afirma o promotor Marcos Rômulo.
O jornal ouviu a prefeitura para uma explicação. Foi informada que não haverá descontinuidade administrativa com a exoneração de 1,1 mil servidores comissionados, pois 80% deles são efetivos e, embora dispensados das funções de confiança, continuarão exercendo seus cargos.
Segundo a assessoria do prefeito Cícero Almeida, tão logo haja a cerimônia de posse, o prefeito eleito Rui Palmeira poderá renomear os funcionários conforme suas prioridades. A decisão sobre o sistema de estacionamento rotativo, acrescentou, ficará para o próximo gestor.
GazetaWeb





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